A equipe do Amazônia EcoQueer inclui artistas, pesquisadories acadêmicos, curadories, designers e museóloga. Todes nasceram, vivem ou possuem uma relação de longa duração com a Pan-Amazônia
Danilo Baraúna (Belém, Brazil, 1988) é o Coordenador e Curador do projeto Amazônia EcoQueer. Atualmente trabalha como British Academy International Fellow na Universidade de Newcastle, Inglaterra. Foi bolsista de Pós-doutorado da FAPESP e é doutor em Belas Artes pela Glasgow School of Art, com financiamento da CAPES. Sua pesquisa interdisciplinar está na interseção entre os estudos queer/cuir (abordagens afetivas, ecológicas e decoloniais) e a história, teoria e crítica do audiovisual experimental, particularmente da produção LGBTQIAPN+ da Amazônia Brasileira. Danilo foi contemplado com prêmios como o “Prêmio Arte na Escola” em 2015, e foi indicado como finalista do Study UK Alumni Awards no Brasil (2025), promovido pelo British Council.
Giuliana Borea é Professora Associada de Estudos Latino Americanos na Universidade de Newcastle e Professora Afiliada na Pontifícia Universidad Católica del Peru. Sua carreira foi construída na interseção entre pesquisa, ensino, políticas culturais e curadoria. A pesquisa de Borea examina questões referentes à economia política da arte contemporânea, políticas e práticas museológicas, criação de lugares e conhecimento sensório com foco no Peru e na Amazônia. Ela é a coordenadora do projeto Amazonart, financiado pela Marie Skłodowska-Curie Fellowship. Giuliana também já foi Diretora de Patrimônios Culturais e Museus do Peru e coordenadora do Museu de Arte Contemporânea de Lima. Ela também integra o comitê de Arte e Antropologia da Associação Europeia de Antropólogos Sociais.
Akha Rubi Kaeté (1992, Capanema, Brasil) vive e trabalha entre Belém e os interiores da Amazônia. Artista não binária e multidisciplinar, transita entre pintura, performance, moda, audiovisual e arquitetura, incorporando espiritualidade, ativismo e cosmopolítica. Sua obra se ancora nas dualidades da Amazônia — entre o sagrado e o profano, o rural e o urbano — propondo a arte como ritual de resgate e transmutação. É formada em Arquitetura e Urbanismo pela UNAMA e integrou a universidade do Teatro Oficina (SP). Fundadora da marca Akha Art, unindo artes plásticas e peças vestíveis como extensões de um corpo-território. Seu curta mais recente, O Regresso à Patú Anú (2024), entrelaça política e encantaria, reafirmando a arte como véu entre mundos.
Allyster Fagundes é artista visual da Amazônia Paraense. Doutorando e mestre em Artes pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará. Possui graduação em Jornalismo pela Faculdade Estácio do Pará. É também fotógrafo, performer, diretor de arte e criador audiovisual. Desenvolve experimentações em vídeo, esculturas em látex e investiga a arte Drag. Pesquisa a Arte Drag em Belém desde 2016, com foco no movimento Noite Suja. Atualmente se dedica também aos estudos sobre figurino cênico, com experiência em figurinos de ópera, peças teatrais, espetáculos de dança e filmes. Exposições incluem a individual "Revérbero", na Galeria Theodoro Braga em Belém, como resultado do Pêmio Branco de Melo da Fundação Cultural do Pará.
Breno Filo é artista visual, designer, educador e pesquisador que reside em Belém do Pará. Encontra-se em processo de doutoramento pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará. É mestre em Artes e possui bacharelado e licenciatura em Artes Visuais (FAV-UFPA). Atua como docente do ensino básico, técnico e tecnológico da Escola de Aplicação da UFPA, e também transita entre coletivos e grupos de pesquisa como o Mundyca - Lab em Rede, MultiTão (Labjor-Unicamp), HabitAR (UFU-Pontal), Projeto Lampere (UFC-UFPA) e a Rede de Divulgação Científica e Mudanças Climáticas (Rede DCMC). Desenvolve experimentos fabulatórios multiespécies queer entre o desenho e a escrita com gestos impulsionados pelos sonhares, pela errância e a noção de desterro.
Indicada ao PIPA 2016. É Artista Visual e Escritora; sua poética é composta a partir de elementos da literatura, poesia, filosofia, de música e da paisagem. Em 2022 realizou o filme “Um céu partido ao meio” (16’33) que participou da exposição Raio-queo-parta: Ficções do moderno no Brasil (SESC 24 DE MAIO/SP), bem como do Festival de Cinema de Vitória, tendo sido premiado no Festival de TV e Cinema de Muqui (ES). Lançou em 2021 seu primeiro livro intitulado "Nenhum outro som no ar pra que todo mundo ouça", e em 2025 seu segundo livro "DISCO-POEMA". Possui obras em acervos do Museu da Fotografia; Fortaleza, Casa da Cultura da América Latina - Universidade de Brasília; Brasília, Museu de Artes Plásticas de Anápolis; Anápolis, Museu Casa das Onze Janelas, Museu de Arte do Rio.
Hosana Celeste é artista, pesquisadora e designer. Ela é Professora Associada da Universidade Federal do Pará, no curso de Bacharelado e Licenciatura em Artes Visuais e no Programa de Pós-Graduação em Artes. Foi pesquisadora de pós-doutorado na Universidade Federal de Santa Maria e é doutora em Artes pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), com período sanduíche na Universidade Aalto (Finlândia). Hosana também já foi artista visitante e assistente de ensino e pesquisa na Köln International School of Design e the Kunsthochschule für Medien Köln. ambas na Alemanha. Sua pesquisa interdisciplinar envolve arte, design, tecnologia e neurociência. Hosana é coordenadora de internacionalização do PPGArtes-UFPA e líder do grupo de pesquisa ColaresLAB - Arte, Design, Tecnologia e Neurociências.
Imogen Hayes é estudante do terceiro ano do curso de Belas Artes na Universidade de Newcastle e obteve distinção no diploma preparatório da Kingston School of Art. Ela é bolsista de iniciação científica do projeto (financiada pela Vacation Research Scholarship da Universidade de Newcastle), trabalhando com pesquisa, transcrição e tradução de entrevistas com artistas. Imogen tem uma prática artística multidisciplinar e, atualmente, se interessa por instalação, imagem em movimento e gravura, ao mesmo tempo em que combina pesquisa em história da arte com foco em teorias contemporâneas, feministas e modernas sobre privacidade. Ela espera cursar a pós-graduação em história da arte, enquanto continua a aprender novos idiomas e mantém sua fluência em espanhol.
Juliano Bentes é artista, professor, pesquisador e produtor cultural amazônida, radicado em Belém do Pará. Integra o Movimento Cultural das Themônias e desenvolve uma trajetória atravessada pela performance, pela montação, pelas artes visuais, pela pesquisa e pela produção cultural. Seus trabalhos investigam relações entre corpo, transgeneridade, memória, clima, cidade e território amazônico, articulando criação artística e reflexão crítica a partir de experiências situadas na Amazônia urbana. Atua também na elaboração e realização de projetos, ações formativas, publicações e processos coletivos ligados à cultura, às dissidências de gênero e sexualidade e às transformações contemporâneas dos modos de viver e imaginar a Amazônia.
Keila-Sankofa, nascida em Manaus, no Amazonas, artista visual e realizadora audiovisual que exerce a multidisciplinaridade em espaços institucionais, urbanos, além de festivais e mostras de cinema. Desenvolve pesquisas sobre memória, utilizando a manipulação e ficcionalização, como um aparato laboratorial que recria e especula histórias que legitimam e sugerem padrões. Indicada ao Prêmio PIPA 2021-2023-2024, residente na “A Diáspora Africana Lá e Aqui” parceria entre a Universidade de Stanford (USA) e o Instituto Sacatar (BA), selecionada para o 32o Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo e International Film Festival Rotterdam. É Diretora artística do Projeto Direito à Memória e possui obras nos acervos da Coleção Amazoniana de Arte da UFPA e Museu Nacional de Belas Artes.
Artista Visual, Escritora, Doutora e Mestre em Artes pela Universidade Federal do Pará. Atua ainda como curadora independente, sendo atual curadora adjunta da Coleção Amazoniana de Arte da UFPA; curadora adjunta do Arte Pará 2019 (Exposição Deslendário Amazônico); Curadora adjunta da exposição Delírio Tropical, realizada dentro do projeto Solar Foto Festival, na Pinacoteca do Ceará 2024-2025. Como artista tem participado de exposições e projetos no Brasil e no exterior, tais como: 1ª Bienal das Amazônias – Itinerância, Macapá, 2025; Aqui tá fazendo calor, Belém, 2024; 1ª Bienal da Amazônias, Belém, 2023; Amazônia Presente, Museu Casa das Onze Janelas, 2023; Festival ON/OFF, França, 2023; Programa Pivô Satélite, Bel-SP, 2023. É autora do livro ‘Nunca falei tão sério”, lançado em 2023 pela editora Urutau (São Paulo).
Licenciado em Artes Visuais pela UFPA, mestre e doutorando em Processos Artísticos Contemporâneos pela UDESC. Seu trabalho é focado em reflexões que envolvem racialidade, gênero, sexualidade e o cotidiano na região amazônica, a partir de um viés de descolonização. Atualmente, pesquisa sobre as espiritualidades afro-indígenas na Amazônia. Tais processos se desdobram em fotografias, performances, vídeos, textos, intervenções, instalações e pinturas. Foi premiado no 40º Salão Arte Pará, em Belém; no XVI Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, Fundação Nacional de Artes; também foi vencedor do 9º Prêmio Aliança Francesa de Arte Contemporânea, em Florianópolis-SC, com a realização de residência artística na Cité Internationale des Arts, em Paris-França. Também participou da exposição Dos Brasis.
Cursando o Mestrado Acadêmico em Artes (PPGArtes/UFPA). Graduado na Licenciatura em Artes Visuais (UNIASSELVI). Desde 2010, produz publicações independentes, como Kamikaze 1 e 2 (Antologia de quadrinhos) (2010-2011), Hasta La Vista (2013), Breves Anatomias (2018), Bola de Pelos (2024) e Bicho Solto (2024). O livro artesanal Bola de Pelos foi finalista do 6º Prêmio Mix de Literatura (2024). Publicou ensaios na Revista Casulo (2018), Revista Themonia e Grafia Drag (UFRGS). Publicou conto no livro ''Antologia: Poesias Crônicas e Contos''. É co-fundador do Coletivo NoiteSuja, grupo de produção cultural dissidente da Amazônia. Com o Coletivo NoiteSuja, venceu o Prêmio Aquisição no 13º Diário Contemporâneo de Fotografia. Tem interesse nos estudos de Arte Dissidente, Desenho e Histórias em Quadrinhos.
Mulher negra, lésbica, nascida e criada em Ananindeua, no Pará. Artista - pesquisadora - Possui graduação em Artes Visuais pela Universidade da Amazônia (UNAMA) e atualmente é doutoranda em Poéticas e Processos de Atuação em Artes no Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará. É membra do Coletivo Sapato Preto Amazônida . Em sua pesquisa busca desenvolver uma poética contra colonial, lançando provocações a respeito da construção do imaginário iconográfico brasileiro/amazônico, na busca de traçar um pensamento mais diverso e inclusivo da sociedade brasileira e amazônida. É membra do grupo de pesquisa ColaresLAB
Paola Maués nasceu em 1989 e viveu a infância e adolescência na cidade de Castanhal, no interior do estado do Pará. Hoje vive na cidade de Belém, Pará, Brasil. É museóloga na Universidade Federal do Pará - UFPA, onde atua na Galeria de Arte e gestão do acervo da Coleção Amazoniana de Arte. Doutoranda em Artes no Programa de Pós-Graduação em Artes da UFPA. Desenvolve pesquisa na temática dos estudos de gênero em coleções de arte em conexão com as ecologias queer. É mestra em Museologia e Patrimônio pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2014), e licenciada e bacharel em Artes Visuais pela Universidade da Amazônia (2010). Curadora de exposições no Brasil e exterior.
Pedro Doétiro Tukano é de São Gabriel da Cachoeira. É comunicador popular e fotógrafo do Centro de Medicina Popular Indígena Bahserikowi e da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira - COIAB. Possui atuação profissional na comunicação socioambiental como jornalista, fotógrafo e social media. Pedro possui grande apreço pela produção audiovisual e também pela escrita. Como uma pessoa indígena do povo Yepá-Mahsã, mais conhecido como Tukano, prioriza as pautas sobre questões que cercam as populações originárias com uma linguagem jornalística anticolonial. É coordenador e idealizador do Coletivo Miriã Mahsã de Indígenas LGBTQIA+ do estado do Amazonas no Brasil.
Rafa Bqueer é bacharela em Artes Visuais pela Universidade Federal do Pará. Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. É uma travesti multiartista, com vivências como destaque de escolas de samba da cidade do Rio de Janeiro. É uma das artistas pioneiras da cena Drag-Themônia de Belém do Pará. Em sua prática discute conceitos sobre gênero, racialidade, ativismo LGBTQIA+ e releituras da história da arte na Amazônia. Seus trabalhos falam de forma crítica e debochada da existência de sua corpa preta e trans nas instituições e em festas populares do Brasil. Participou de dezenas de exposições nacionais e internacionais e seus trabalhos integram os acervos do MAR-Rio, MAM Rio de Janeiro, MASP, Museu Nacional de Belas Artes, entre outros. Foto de Rafa Lilli.
Antropólogo com formação pela Universidade de São Paulo e pela Universidade Federal do Pará. Vive e trabalha em Belém. Em sua trajetória artística, são destaques as seguintes participações: 40º Salão Arte Pará (Belém, 2022), 6ª edição do programa Pivô Satélite (São Paulo, 2023), 6ª edição do Festival de Cinema Curta Caicó, 1ª Bienal das Amazônias, IX Festival Internacional de Cinema do Caeté (Portugal, 2023), 1º Festival de Cinema Açaí e VI Mostra SESC de Cinema - Pará. Suas obras refletem o uso do corpo como suporte político e estético a partir de reflexões binomiais sobre vida-morte, natureza-cultura e saúde-doença.
Mestra em Artes pela Universidade Federal do Pará, Rafaela Moreira (ou Rafael Matheus Moreira, como assina seus trabalhos) vive em Ananindeua, Pará. Seus trabalhos dialogam com a história da arte e com a representação do corpo e identidade de mulheres trans, sendo a sua principal proposta poética criar espaços imagéticos onde mulheres trans possam viver e existir para além da marginalidade. Artista Premiada pelo 41° Salão Arte Pará em 2024, Prêmio de Pesquisa e Experimentação em Artes Visuais "Rumos" do Itaú Cultural, possui obras em grandes acervos como a Coleção Amazôniana arte do Museu de Arte de São Paulo - MASP.
Rafaela Correia, travesti, amazônida, fotógrafa, cineasta e Agente Territorial de Cultura. Atua no coletivo Somar, em Porto Velho (RO), e desenvolve projetos culturais e audiovisuais voltados para a comunidade LGBTQIAPN+ e para a cultura amazônica. É diretora dos curtas Caipora e Rainhas do Madeira, além de idealizadora do Festival das Bee e do projeto Orgulho com Local. É Licenciada em Teatro pela Universidade Federal de Rondônia e trabalha na criação de narrativas que fortalecem corpos dissidentes, territórios e a cultura da Amazônia.
Tarcisio Gabriel
(ele/ela/elu)
Artista
Tarcísio Gabriel é artista visual graduado pela Universidade Federal do Pará e possui formação técnica em teatro pela Escola de Teatro e Dança da mesma instituição, além de especialização técnica em direção teatral pela SP Escola de Teatro. No campo audiovisual, iniciou sua trajetória em coletivos e núcleos de cinema como o Ver-o-Take (2012-2014) e o SESC Ver-O-Peso (2014-2015), consolidando sua produção autoral com o curta-metragem MENINX (2017), premiado pela Fundação Cultural do Pará. Atualmente, integra o coletivo NoiteSuja, o coletivo de produção audiovisual Inovador Talvez Filmes, e coordena a formação DuplaEncenaLAB.
Thais Desana
Artista
Thaís da etnia Desana, artista, idealizadora e coordenadora do Coletivo de indígenas LGBTQIAPN+ do Amazonas - Miriã Mahsã. É mestranda no Programa de Pós Graduação em Antropologia Social - PPGAS da Universidade Federal do Amazonas e bacharel em Serviço Social pela mesma instituição. É pesquisadora da rede Arandu na linha de Gênero, Sexualidade e Povos Indígenas.. Membra coordenadora do Coletivo Tibyra - Coletivo de Indígenas LGBTQIAPN+ do Brasil. Atuante em diálogos na frente de luta da Juventude Indígena, diversidade de gênero e Direitos Humanos.
TRANSKURUMIM
(ele/dele)
Artista
Nascido nas águas do rio Amazonas, Jarê Aikyry é um artista indígena trans-amazônida. Artista visual, fotógrafo e colagista, Jarê é manejador de encantarias da arte, onde aborda o corpo-território como premissa da vida. Assina suas obras como TRANSKURUMIM, sendo delas criação e também criatura. Além de artista, Jarê é biólogo e ativista socioambiental, assim como diretor executivo do "Engajamundo" e coordenador do coletivo Miriã Mahsã de Indígenas LGBTQIAPN+ do estado do Amazonas.
Cover image: Transpresence (2024), by Rafaela Correia